quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Preço de alimento pesa, e custo de vida em SP sobe, diz Dieese
O Índice do Custo de Vida (ICV) na cidade de São Paulo, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), atingiu taxa de 0,81% em outubro, o que representa alta de 0,39 ponto percentual em relação à taxa de setembro (0,42%). Os números foram divulgados nesta terça-feira (6).
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Pesou sobre o resultado a variação dos preços relativos a alimentação (1,95%), habitação (0,65%) e saúde (0,45%) pressionaram a taxa do mês. A alta na alimentação ocorreu em todos os subgrupos: produtos in natura e semielaborados (2,25%), produtos da indústria alimentícia (2,05%) e alimentação fora do domicílio (1,15%).
Entre as despesas com habitação, foram registrados aumentos para locação impostos e
condomínio (0,33%) e nos serviços domésticos (1,95%), entre outros.
No grupo saúde, o aumento foi verificado na assistência médica (0,55%), devido principalmente
aos aumentos nos seguros e convênios médicos (0,60%), exames laboratoriais (0,59%) e consultas médicas (0,33%).
A variação negativa registrada no grupo transporte deve-se à queda nos preços dos
combustíveis (-0,62%).
Comportamento no ano
Entre janeiro e outubro de 2012, o índice geral acumula alta de 5,36%. Três grupos de despesas acumulam, entre janeiro e outubro deste ano, variação superior à geral: despesas pessoais (13,37%), educação e leitura (8,50%) e alimentação (7,94%). Com taxas próximas ao ICV do período ficaram: saúde (5,21%) e habitação (5,56%).
Os outros grupos apresentaram variações pequenas ou negativas: despesas diversas (3,54%), recreação (1,79%), vestuário (0,15%), transporte (-0,60%) e equipamento doméstico (- 3,18%).
Dentro de despesas pessoais (13,37%), a maior contribuição partiu do preço do cigarro (19,66%). Mesmo assim, houve alta significativa e superior ao índice geral no subgrupo higiene e beleza (8,55%). Na Educação e Leitura (8,50%), os bens e serviços, de um modo geral, já foram reajustados desde o início do ano e não devem ter grandes modificações de
valores até o final de 2012, seus dois subgrupos apresentaram taxas acima da inflação: educação
(8,66%) e leitura (5,89%).
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