quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PF prende 46 em todo o país por fraudes em vestibulares de medicina

A Polícia Federal prendeu 46 pessoas até o início da tarde desta quarta-feira (12) em todo o país suspeitas de fraudar vestibulares de faculdades de medicina em vários estados e no Distrito Federal. Uma das sete quadrilhas envolvidas nas fraudes lucrava até R$ 2 milhões na época das provas, de acordo com o delegado-chefe da operação, Leonardo Damasceno. As investigações da operação, batizada de Calouro, ocorreram durante um ano e seis meses e identificaram fraudes em 53 provas de admissão para cursos de medicina em 11 estados e no Distrito Federal, em unidades de ensino privadas e em algumas estaduais. O delegado informou que os candidatos pagavam até R$ 80 mil para conseguir aprovação, obtida por meio do uso do uso de documentos falsos e de cola eletrônica. Em cada prova, as quadrilhas atuavam para beneficiar pelo menos 20 candidatos. De acordo com Damasceno, as instituições afetadas pelas fraudes colaboraram com a investigação da polícia e não agiam de forma conivente com as quadrilhas. “As instituições foram pegas de surpresa, pois não tinham dimensão de que eram o grande alvo dessas quadrilhas”, afirmou. A PF informou que empresários, um médico, um engenheiro e um estudante de medicina comandavam as quadrilhas e, em um ano e meio, mais de mil candidatos teriam tentado se beneficiar do esquema. Seis líderes dessas quadrilhas foram presos em Goiás e um em Minas Gerais. Entre as instituições que tiveram o resultado das provas fraudado, estão a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, a fluminense Estácio de Sá e a PUC Betim, em Minas Gerais. Também estão na lista a paulista Anhebi Morumbi e a Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

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